É tudo que eu preciso pra minha alegria
A Mulher Que Eu Amo
Roberto Carlos
A mulher que eu amo/Tem a pele morena/É bonita, é pequena/E me ama também/A mulher que eu amo/Tem tudo que eu quero/E até mais do que espero/Encontrar em alguém/A mulher que eu amo/Tem um lindo sorriso/É tudo que eu preciso/Pra minha alegria/A mulher que eu amo/Tem nos olhos a calma/Ilumina minha alma/É o sol do meu dia/Tem a luz das estrelas/E a beleza da flor/Ela é minha vida/Ela é o meu amor
A música hoje é uma das mais simples que Roberto já fez. E como já disse aqui, músicas muito complicadas, e músicas muito fáceis, são muito mais difíceis de se 'ver' a poesia. Mas aqui temos toda a descrição da mulher amada. Ele exemplifica e exalta cada mínimo detalhe dela. A pele, a altura, o sorriso, os olhos... Tudo é exaltado como sempre acontece quando estamos amando. Ele define bem que ela é tudo para ele.
A mulher que eu amo/É o ar que eu respiro/E nela eu me inspiro/Pra falar de amor/Quando vem pra mim/É suave como a brisa/E o chão que ela pisa/Se enche de flor/A mulher que eu amo/Enfeita a minha vida/Meus sonhos realiza/Me faz tanto bem/Seu amor é pra mim/O que há de mais lindo/Se ela está sorrindo/Eu sorrio também/Tudo nela é bonito/Tudo nela é verdade/E com ela eu acredito/Na felicidade/Tudo nela é bonito/Tudo nela é verdade/E com ela eu acredito/Na felicidadeCanções de Roberto Carlos serão tema de musical
O repertório do ídolo Roberto Carlos está na mira para virar tema do novo musical de Charles Moller e Claudio Botelho, já intitulado de "Aquela Canção de Roberto".
Conforme informações da coluna "Gente Boa", do jornal "O Globo", os produtores vão se encontrar com o cantor ainda este mês para apresentar o projeto. A dupla é responsável por espetáculos como "Gipsy", "Noviça Rebelde" e "Os Produtores", entre outros.
"Será uma ficção, que conta a história através das músicas dele. É um 'Mamma Mia' brasileiro", contou Botelho à publicação.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Roberto Carlos: Especial de fim de ano será ao vivo
A atração vai ao ar dia 25 de dezembro, na Globo. Desde 1974, o único ano em que o programa não foi ao ar foi em 1999, por causa da morte da mulher do cantor, Maria Rita.
Geralmente o especial é gravado, e conta com a participação de outros cantores que se destacaram no ano, fazendo parcerias musicais com o Rei.
Segundo o jornal "Agora", a atração vai ao ar dia 25 de dezembro
O VELHO CAMINHONEIRO.
ROBERTO EM POSE BOSSA-NOVISTA.
AS VECES PIENSO
A veces pienso que estoy soñando
Reviendo imágenes que se perdieron
A veces veo que estás llegando
Me estás besando después dejándome
A veces pienso en ti sin querer
Y así vuelvo a vivir otra vez la pasión
De los que aman sin saber sin poder prometer
Si existe un mañana, mi amor
A veces llego también a sentir
Tu cuerpo en mis manos y te oigo pedir
Que yo haga lo que quiera en el placer de amar
Hasta cansar
A veces pienso que es sólo un sueño
Que necesito creer que es realidad
A veces quiero volver a vivir
El pasado y conenzar nuestro amor otra vez
Para hacernos tantas cosas como antes tal vez
Y amarte mucho más de lo mucho que amé
A veces pienso en ti sin querer
Y así vuelvo a vivir otra vez la pasión
De los que aman sin saber, sin poder prometer
Si existe un mañana, mi amor
A veces quiero volver a vivir
El pasado y conenzar nuestro amor otra vez
Para hacernos tantas cosas como antes tal vez
Y amarte mucho más de lo mucho que amé.
ESPECIAL DE FIM DE ANO SERA AO VIVO
O especial de final de ano com Roberto Carlos na Rede Globo será transmitido ao vivo pela primeira vez neste ano. O evento, que poderá ser visto em todo o país pela emissora carioca após a novela “Passione”, será realizado no dia 25 de dezembro, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, às 22h.
Além de Roberto Carlos, o especial contará ainda com a apresentação da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. O evento da Globo fará parte das comemorações de final de ano da capital carioca, que seguem até a virada do ano.
O ESTILO DE ROBERTO CARLOS
Além de ídolo da música, o Rei também foi um lançador de moda
Além de Roberto Carlos, o especial contará ainda com a apresentação da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. O evento da Globo fará parte das comemorações de final de ano da capital carioca, que seguem até a virada do ano.
O ESTILO DE ROBERTO CARLOS
Além de ídolo da música, o Rei também foi um lançador de moda
Época da Jovem Guarda, abusando das cores e adotando o medalhão.
Na onda dos hippies, plumas, bordados e peito aberto.
O Rei na fase rosa, apostando na alta-costura à la Dener.
Anos 70, chega o azul, o cinturão, a cacharel, o colete e o Jeans.
O branco marca a fase romântica, e o medalhão persiste no peito
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
SBT deverá exibir especial de fim de ano com Hebe Camargo; Roberto Carlos poderá participar
A apresentadora Hebe Camargo deverá terá um especial de fim de ano no SBT. De acordo com a jornalista Keila Jimenez, o programa será resultado das gravações de duas apresentações de Hebe como cantora, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro.
Já estão confirmados no espetáculo vários nomes da música, como Fábio Jr, Daniel, Leonardo, Maria Rita, Chitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone, que cantarão canções ao lado de Hebe, assim como em seu CD.
Além deles, os produtores do evento pretendem contar com Roberto Carlos no especial, já que o rei gravou uma canção com a apresentadora. Ainda não foi definida se a participação do cantor será ao vivo ou em gravação. Além de poder virar especial no SBT, o show também será transformado em DVD.
RC CONCEDE ENTREVISTA AO SBT.
A repórter Isabele Benito entrevista Roberto Carlos em transatlântico
Artista exclusivo da Globo, o cantor Roberto Carlos deu entrevista ao SBT. Uma parte do material já foi ao ar na noite deste sábado, no SBT Brasil. O telejornal apresentou uma reportagem de dois minutos sobre os cruzeiros que Roberto Carlos promove há seis anos. A rede mostrou o “novo visual” do “rei” (ele está com os cabelos mais curtos) e breves declarações do artista.
Se não houver veto por parte da Globo, a entrevista será exibida na íntegra pelo SBT Rio na próxima segunda-feira. O telejornal local trava acirrada disputa pela audiência com a Record e eventualmente incomoda a Globo.
A entrevista foi feita sexta-feira à noite, em alto-mar. A equipe do SBT era a única de grande rede de TV que conseguiu credenciamento para acompanhar o cruzeiro de Roberto Carlos.
O cantor concedeu uma entrevista coletiva no navio, mas repórteres de televisão não puderam fazer perguntas. A repórter Isabele Benito, do SBT Rio, negociou então com o empresário e com a assessora de imprensa de Roberto Carlos. Conseguiu a entrevista, mas com o limite de cinco perguntas. A conversa durou menos de dez minutos. O “rei” falou para ela que, “no momento”, seu coração está sem uma “rainha”.
Em novembro, Roberto Carlos concedeu uma entrevista exclusiva a Adriane Galisteu. Mas a Globo não autorizou a exibição pela Band.
4 DE OUTUBRO DIA DA ECOLOGIA
Lá vem a temporada de flores
Trazendo begônias aflitas
Petúnias cansadas
Rosas malditas
Prímulas despetaladas
Margaridas sem miolo
Sempre-vivas quase mortas
E cravinas tortas
Odoratas com defeitos
E homens perfeitos
Lá vem a temporada de pássaros
Trazendo águias rasteiras
Graúnas malvadas
Pombas guerreiras
Canários pelados
Andorinhas de rapina
Sanhaços morgados
E pardais viciados
Curiós desafinados
E homens imaculados
Lá vem a temporada de peixes
Trazendo garoupas suadas
Piranhas dormentes
Sardinhas inchadas
Trutas desiludidas
Tainhas abrutalhadas
Baleias entupidas
E lagostas afogadas
Barracudas deprimentes
E homens inteligentes
CENÁRIO (EDUARDO LAGES)
O meu coração é como um palco
Tantas histórias já vividas
Dramas romances comédias paixões
Um entrar e sair de ilusões
Sem saber se é pra rir ou chorar
Já tentei mudar o meu cenário
E esse coração tão solitário
Mas cada vez que as luzes
Se acendem sobre mim
De novo a mesma estória o mesmo fim
São lagrimas de amor que a maquiagem
Disfarça mas não muda o personagem
Sorrisos tantas vezes encenados
Deixados de lado na vida
Esse coração como um teatro
Vive em busca de um final perfeito
E agora em cena aberta eu vejo
Como ainda te desejo
Querendo ser feliz meu coração pede bis
QUE NENEM LINDO.
Beija-Flor mostra fantasias e define sambas finalistas
A Beija-Flor apresenta nesta quarta-feira, às 21h, em sua quadra de ensaios, num evento restrito a componentes de alas da comunidade e demais segmentos, os protótipos das fantasias criadas pela comissão de carnaval para o enredo "A Simplicidade de um Rei", que vai homenagear, em 2011, na Marquês de Sapucaí, o cantor e compositor Roberto Carlos.
Na noite seguinte, a partir de 22h30, a azul e branco escolherá, entre os quatro sambas semifinalistas, os que estarão na final que vai acontecer no próximo dia 14. As obras que permanecem na disputa têm os seguintes autores:
- Marcão Mangaratiba, Amendoim, Rômulo Presidente e Domingos do Peixe;
- Serginho Aguiar, Samir, JR, Tel, Sidney de Pilares e Jorginho Moreira;
- Tom Tom, Miguel, Rogério da Mata e Barbosão;
- Ribeirinho, Lopita, Veni, Marcelo Guimarães, Almir e Tubarão
Na noite seguinte, a partir de 22h30, a azul e branco escolherá, entre os quatro sambas semifinalistas, os que estarão na final que vai acontecer no próximo dia 14. As obras que permanecem na disputa têm os seguintes autores:
- Marcão Mangaratiba, Amendoim, Rômulo Presidente e Domingos do Peixe;
- Serginho Aguiar, Samir, JR, Tel, Sidney de Pilares e Jorginho Moreira;
- Tom Tom, Miguel, Rogério da Mata e Barbosão;
- Ribeirinho, Lopita, Veni, Marcelo Guimarães, Almir e Tubarão
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
O ANTOLOGICO ALBÚM DE 1972 : AS CANÇÕES
Roberto Carlos nos dá uma aula de cultura pop sem precedentes nesse disco. Trata-se de um álbum tão conceitual como vários que vinham sendo lançados, à época, no mundo todo. Ele gira em torno de uma idéia: idiossincrasias, tristeza e "confusões da mente" de um lado, e uma beleza quase infantil e ingênua do outro. Coisa meio barroca. Simboliza uma espécie de passagem para a maturidade, já prenunciada a partir do disco O inimitável, mas totalmente explícita aqui. Além da capa, onde, em preto e branco, o "Rei" exibe um semblante triste e sofrido, como um "São Sebastião moderno", o som do disco é "nublado". Não tem muitos agudos, o que lhe dá uma especial beleza sombria. Arranjos primorosos, com instrumentos que, não coincidente, evocam algo de barroco, pontuam as canções, e o "Rei", no auge da forma, faz o que quer com as canções. Analisemos este disco fabuloso, música por música
Música que evoca uma separação não-resolvida, um amor perdido e talvez unilateral. Romântica e sofrida, com uma grande interpretação do "Rei". Cordas muito densas no canal esquerdo, em alguns momentos até se sobrepondo à voz.
À Janela...
Música tensa, dá uma certa sensação de aflição. Vai crescendo aos poucos enquanto o "Rei", no seu lado trovador, canta sobre confusões e a vontade de sair de casa, seja a dos pais ou o lar conjugal. As cordas e madeiras criam outra "nuvem cinzenta", e em um dado momento, a música vai ficando forte e surge aquela "brechinha" de sol. A voz do "Rei" está sempre mansa, mesmo quando ele fala sobre tormentos e problemas. É como se ele expusesse o problema e, mansamente, oferecesse uma solução. Detalhe curioso: as backing vocals são americanas e cantam apenas "coisas da vida", com um sotaque muito forte. O "Rei" entoa "choque de opiniões", e elas, "coisas da vida". No segundo verso, a música tem mais leveza e movimento, com metais e o coro fazendo "wooooo"...
A montanha...
Música de fé religiosa, aparentemente simples, mas com influências de ragtime, o "avô" do jazz, e pequenas intervenções de instrumentos que dão graça ao arranjo. Em todas as entradas de verso, o tom da música sobe, e ela vai se tornando mais movimentada, iluminada, e adquire um clima de festa ou culto. No disco, a presença dessa música é emblemática, porque o Senhor surge como solução para todos os males e tormentas
Acalanto...
O "Rei" trata da paternidade nessa canção de Dorival Caymmi. É de uma singeleza angelical impressionante, evocada pela voz feminina no início... E a voz "real" está lá, mansa, no "pé do ouvido", "embalando a criança". Talvez a paternidade recente de Luciana tenha o influenciado.
Agora eu sei...
Canção meio folk-rock com ligeiras influências de Crosby; Stills; Nash e Young; James Taylor; Bob Dylan; e outros do gênero. Destaque para o violão no arranjo, que é bem simples, e, claro, para a voz do "Rei". Detalhe interessante: os backing vocals são de Roberto, em "falsetão" mesmo. Coisa muito rara.
Como vai você...
A canção de Antônio Marcos é uma das melhores interpretações de Roberto em todos os tempos! Que sentimento ele põe! Como ele transmite o sentimento, mais uma vez, na tentativa de recuperar um amor perdido, de forma exata! O arranjo é sensacional! Cravo, violão, cordas... E a voz do "Rei" soa maravilhosamente. As nuances que ele dá (vide, sobretudo, a segunda "razão da minha paz já esquecida") são históricas. Difícil falar muito dessa obra-prima
Negra...
Linda canção, lindo arranjo, grande interpretação do "Rei". Só que hoje em dia a temática dela soa politicamente incorreta e até meio racista. Mas em 1972 essas questões faziam sentido. Mesmo assim, Elis Regina e Marcos Valle já cantavam que "Black is beautiful"...
O divã...
Canção já muito dissecada e estudada. O único momento em que o "Rei" falará mais explicitamente sobre seu mítico acidente de infância. Cifrada, tensa, "nublada", densa, com várias imagens musicadas no arranjo, principalmente o movimento de um trem... A letra cifrada, meio confusa, voz mansa, "no ouvido", apesar de toda a dor, e aquele espírito de trova... Coisa de gênios. Desde Roberto até o engenheiro de som, passando pelo arranjador e pelos músicos, que executaram tudo com competência. Sem confusões na mente.
Por amor...
Outra música que fala de amor perdido, e do sofrimento consequente. Fala de sentimentos de culpa, orgulho, depressão pela perda do amor, desilusão, enfim. Arranjo simples, mas muito adequado, de forma a enfatizar o canto
Você é linda...
Bela, linda música que descreve a admiração do "Rei" por uma grávida anônima. Como mero observador externo, ele vai falando do que vê, do que observa... "Nuvens brancas" no arranjo, com as cordas evocando esperança, e a voz "real" novamente é terna, doce, e positiva. Uma grande interpretação de Roberto
Você já me esqueceu...
A introdução lembra Detalhes... É, também, uma música que trata da tristeza da perda de um amor. Apesar das flautas darem uma estranha leveza a esse tema... Mais "nuvens" ao longo do arranjo. Mas estão ocultas pela "noite". A interpretação "real" é pensativa, e não tão sofrida...
Algumas curiosidades interessantes...
- Em 1972, o "Rei" não tem uma música sequer para seduzir uma mulher, e não fala de amores bem-resolvidos. Fala de amores perdidos, da tormenta, e pede voltas.
- Quando falo de nuvens, falo das nuances e imagens que a orquestra de cordas desenha nesse disco, volta e meia. Dá pra sentir o tipo de nuvem, o que ela pretende descrever, quais os movimentos, as tensões...
- Falando em tensões, esse disco oscila entre a tensão total, a expectativa de algo, e a esperança singela.
- O "Rei" adota um tom de observador em algumas faixas e, inclusive, o mistura onde está, sobretudo, em primeira pessoa: "O Divã", no caso.
- O coro soa angelical e talvez a idéia seja essa mesmo.
A MAIOR CONTRIBUIÇÃO REAL.
Não é verdadeiro dizer que antes do "Rei" a música brasileira era "pura", porque elementos internacionais foram empregados a ela desde a "pré-história". Porém, com a Jovem Guarda, a música ficou bem mais universal. O pop tocado pela turma de Roberto não era diferente do que era tocado na Inglaterra e nos Estados Unidos, e todas as "engrenagens" que vinham acopladas – revistas, roupas, filmes, produtos vinculados, tecnologia moderna, etc. – estavam lá.
Roberto, que estava bem atualizado com a "cartilha" do ídolo pop da época (que era universal), também foi pioneiro na utilização do soul (vide: http://outravezorei.blogspot.com/2009/11/como-roberto-carlos-trouxe-o-soul-para.html) e da música negra, num momento em que ela era extremamente influente, inclusive no "pop branco".
Essa consolidação do Brasil num universo pop foi a maior contribuição "real" para a nossa música. Depois de um tempo, ele saiu da "linha de frente", e deixou de ser criador de tendências para criar seu próprio universo, bem característico, mas aí a história é outra...
A VOZ DO REI.
De 1959 a 1965...
Roberto emitia um timbre mais grave, pouco anasalado, aveludado... E cantava de um jeito contido, exceto por uns "uivos" nos rocks. Reparem que nos 78 RPM de Bossa Nova e no Louco por você, a voz é bem de garoto, o que é natural, já que Roberto tinha entre 18 e 21 anos.
1965...
Surge o Roberto da Jovem Guarda, adquirindo "malandragem" e atitude no cantar. Ele não mais canta de um jeito linear. Pronuncia sílabas com força, "arranhando a garganta". Incorpora, então, influências de canto falado, e o timbre se torna anasalado. O disco desse ano representa a transição. Algumas músicas ele canta do jeito "antigo"... Esperando você, por exemplo, e outras, como É papo firme, da "nova" forma.
1966-67...
Ele vai desenvolvendo a "malandragem" já mencionada na forma de cantar, e o timbre mais aveludado que usa nas músicas românticas fica mais forte e seguro.
1968.
Surge a voz "adulta" do "Rei", que consegue conciliar os timbres anasalados e aveludados. Graças às músicas mais sérias, ele mostra nuances que até então não mostrava... As canções que você fez pra mim, por exemplo. E passa a atingir extensões maiores. Além disso, "berra" como cantor negro
1970...
Em Pra você e Astronauta, o "Rei" "inaugura" uma nova modalidade de canto. No caso, suave, contido, "ao pé do ouvido". Irá chegar ao auge disso muito em breve
1971...
O "Rei" está maduro e no ápice do seu canto. No disco desse ano, ele usa todo o seu repertório. "Berra" em Todos estão surdos, A namorada, Só tenho um caminho... Pronuncia sua voz "definitiva" (muito melhor do que cantaria depois) em Traumas, Como dois e dois, e vai "ao pé do ouvido" em Detalhes e De tanto amor.
1972 DISCO IMPORTANTISSIMO.
Conceitual, cheio de detalhes interessantes. Ele pretende chegar ao "fundo do coração" das pessoas. E de uma forma muito íntima e conceitual. O som todo do disco é "nublado", "cinzento", como a capa... E a voz do "Rei", exceto em umas poucas canções, é extremamente "macia", "ao pé do ouvido", como ele nunca fez, e depois não voltará a fazer. Vão predominar os tons mais agudos.
1973 A 1975
Ele está no auge da forma vocal, como em 1971. Não volta a cantar "ao pé do ouvido", mas retoma a força e os nuances em músicas como O moço velho e Além do horizonte. Seu canto é "limpo" e expressivo, vide Olha, Proposta e Você
1976 até os dias atuais...
Surge a voz e o jeito de cantar que ele consolidou a partir daí e do qual não mais se afastou. Canta "pelo nariz", adota uma margem "confortável" de tonalidades, e não mais irá se "aventurar" por tons mais agudos, nem cantar com força como antes. Também abandonará a suavidade "ao pé do ouvido". Vai cantar sempre com vibrato, bem mais do que fazia antes. E, aos poucos, sua interpretação vai ficando mais linear, sem tantos nuances. Até hoje, e desde então, a voz "real" soa bem homogênea nas gravações, com a mesma equalização. Os "mapas" de gravação devem ter seguido um padrão, iniciado nos Estados Unidos, onde ele gravou de 1971 a 1984, e seguindo depois aqui. Como "aulas" de uso de recursos vocais, os discos de 1968 a 1975 são exemplares. Depois, o "Rei" meio que "escondeu o jogo"...
Roberto Carlos realizará no Chevrolet Hall
As apresentações que o rei Roberto Carlos realizará no Chevrolet Hall prometem grandes emoções. Logo na abertura, o Maestro Eduardo Lages e todos os músicos que acompanham o cantor farão um pout pourri instrumental com o repertório do show. Em seguida, o rei sobe ao palco cantando Emoções
Eu te amo, te amo, te amo
Além do horizonte
Amor perfeito
Cama e mesa
Detalhes
Desabafo
Lady Laura
Nossa Senhora
Mulher pequena
Proposta
O côncavo e convexo
Cavalgada
Pout pourri
- É proibido fumar
- Namoradinha de um amigo meu
- Quando
- E por isso estou aqui
- Jovens tardes de domingo
Como é grande o meu amor por você
É preciso saber viver
Jesus Cristo
Curiosidades
O Rei confessa que Eu te amo tanto e Detalhes são suas músicas preferidas e já estão garantidas no repertório dos shows.
Roberto Carlos é conhecido pelas suas superstições. Nos shows que realiza no Chevrolet Hall não vai ser diferente: o rei sobe ao palco vestindo branco ou azul. Outra superstição que certamente se repetirá é a de só sair pela mesma porta que entrou.
Primeiro e único artista a gravar um disco por ano, Roberto grava muitas vezes versões de seus álbuns na língua espanhola. Já chegou a gravar em inglês, francês e italiano.
Além do envolvimento com CDs e shows, o rei participa de dois projetos anuais. O especial de Natal promovido pela Rede Globo, desde 1974, e Emoções em Alto Mar, desde 2005. O cruzeiro que percorre a costa brasileira se tornou um referencial em turismo náutico. Nele, Roberto Carlos realiza shows intimistas todas as noites.
No próximo ano o rei vai marcar presença também no carnaval do Rio de Janeiro, ele será tema de enredo da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis.
O cantor é o único latino-americano a ter vendido mais discos que os Beatles e Elvis Presley, com mais de 100 milhões de cópias comercializadas.
Erasmo Carlos inscreveu uma canção no concurso que escolherá o samba-enredo da Beija-Flor de Nilópolis em 2011, em homenagem ao Rei.
Emoções
Eu te amo, te amo, te amo
Além do horizonte
Amor perfeito
Cama e mesa
Detalhes
Desabafo
Lady Laura
Nossa Senhora
Mulher pequena
Proposta
O côncavo e convexo
Cavalgada
Pout pourri
- É proibido fumar
- Namoradinha de um amigo meu
- Quando
- E por isso estou aqui
- Jovens tardes de domingo
Como é grande o meu amor por você
É preciso saber viver
Jesus Cristo
Curiosidades
O Rei confessa que Eu te amo tanto e Detalhes são suas músicas preferidas e já estão garantidas no repertório dos shows.
Roberto Carlos é conhecido pelas suas superstições. Nos shows que realiza no Chevrolet Hall não vai ser diferente: o rei sobe ao palco vestindo branco ou azul. Outra superstição que certamente se repetirá é a de só sair pela mesma porta que entrou.
Primeiro e único artista a gravar um disco por ano, Roberto grava muitas vezes versões de seus álbuns na língua espanhola. Já chegou a gravar em inglês, francês e italiano.
Além do envolvimento com CDs e shows, o rei participa de dois projetos anuais. O especial de Natal promovido pela Rede Globo, desde 1974, e Emoções em Alto Mar, desde 2005. O cruzeiro que percorre a costa brasileira se tornou um referencial em turismo náutico. Nele, Roberto Carlos realiza shows intimistas todas as noites.
No próximo ano o rei vai marcar presença também no carnaval do Rio de Janeiro, ele será tema de enredo da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis.
O cantor é o único latino-americano a ter vendido mais discos que os Beatles e Elvis Presley, com mais de 100 milhões de cópias comercializadas.
Erasmo Carlos inscreveu uma canção no concurso que escolherá o samba-enredo da Beija-Flor de Nilópolis em 2011, em homenagem ao Rei.
SBT quer o Rei em especial de fim de ano
Roberto Carlos já tem especial de fim de ano garantido. Não, o da Globo ainda não está definido. A presença do Rei está sendo cobiçada em um especial no SBT, comandado por Hebe. A atração será fruto de gravações de dois shows de Hebe como cantora, em São Paulo, no dia 27 , e no Rio, 24 de novembro. No espetáculo, Hebe canta as músicas de seu novo CD ao lado de nomes como Fábio Jr., Daniel, Leonardo, Maria Rita, Chitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone. Como Roberto Carlos gravou uma faixa no CD de Hebe, ele será convidado a participar - ao vivo ou em gravação - do espetáculo que, além de ser candidato a especial de fim de ano do SBT, dará origem a um DVD.
Assim, o SBT corre por fora e quer ter seu próprio especial com o rei. A ideia é exibir imagens do show que Hebe fará em novembro, em que a apresentadora canta músicas de seu novo CD ao lado de convidados. Como Roberto Carlos gravou uma música do álbum, também será convidado para a gravação do DVD.
Assim, o SBT corre por fora e quer ter seu próprio especial com o rei. A ideia é exibir imagens do show que Hebe fará em novembro, em que a apresentadora canta músicas de seu novo CD ao lado de convidados. Como Roberto Carlos gravou uma música do álbum, também será convidado para a gravação do DVD.
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